Ligas de Neurocirurgia: um elo entre o estudante e o universo neurocirúrgico

Descubra a colaboração destes grupos acadêmicos para a formação dos médicos


Um paciente com mal de Parkinson, internado no hospital Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, recebe uma equipe de médicos e estudantes de medicina que vão realizar as devidas avaliações que antecedem os exames. No momento da anamnese, seu comportamento alegre intriga uma graduanda do segundo ano: “como ele pode estar tão feliz?”, pensou.

Em sua jovem experiência, sabia que pacientes em espera para cirurgias ficam apreensivos, devido aos riscos inerentes. Mas este não estava preocupado e apreensivo: irradiava felicidade. Em meio às conversas, a estudante percebeu que a cirurgia lhe dava esperança e ansiedade para ter uma chance de retomar o controle de sua vida. A doença o afetou de forma profunda, com prejuízos ao seu labor e vida social. “Estou diante de um pai que não consegue brincar com seus filhos, ou mesmo trabalhar para prover o sustento do lar”, refletiu.

Ela acompanhou todo o processo cirúrgico: o paciente ficou acordado e, no decorrer da abordagem, a estudante já pôde notar o desaparecimento dos sintomas. Contemplou e foi tocada pelo poder de transformação que a neurocirurgia promove: a alteração do corpo, a cura, os impactos que isso pode gerar para a qualidade de vida e estado psicológico de alguém. Quanta responsabilidade. “Foi incrível, me emocionei (confesso) e soube que era isso que eu queria fazer para o resto da vida! Me ajudou a ver um lado superpositivo da neurocirurgia, com resultado não só para o paciente, mas toda a família. Foi uma linda cirurgia!”.

E foi assim que Giovana Cássia de Almeida Motta, atualmente estudante do quinto ano da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), e integrante da liga de neurocirurgia há três anos, teve certeza sobre qual especialização seguir.

A prática no hospital foi possível, ainda no segundo ano, por meio das atividades extracurriculares da liga, que tem por objetivo aproximar os alunos das possíveis áreas de interesse, para que possam se aprofundar no tema e interagir com o dia a dia da sua futura profissão. “Durante a graduação, nem todos os aspectos da disciplina são abrangidos, então as ligas trazem esta oportunidade”, comenta Giovana.

No início da vida acadêmica, nem todos os estudantes sabem ao certo qual área seguir. Mesmo aqueles que acham que têm certeza, ao longo dos anos podem mudar de ideia ao se depararem com uma intensa afinidade, que inicia nas experiências de uma ou outra disciplina. É aí que começa a importância das ligas estudantis.


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